quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Console Tupiniquim...

Need for Speed Carbon, para o console da TecToy

Miguel hoje postou algo sobre o Zeebo. Bom, mal apresentaram o console e já vieram uma penca de críticas. Que vai ser um fiasco, que está muito caro e um monte de outras coisas. Mas nós brasileiros somos assim, nos dão a mão e queremos os pés também. Andei pesquisando mais umas coisa sobre o console e vou mostrar aqui salvo minhas opiniões.
Vamos por parte. O console é da Tec-Toy, sim, empresa brasileira, mas um console de videogame desenvolvido por sua unidade nos Estados Unidos, a Zeebo Inc. e é o primeiro produto eletrônico nacional a ser lançado fora do país. O videogame foi idealizado por Reinaldo Normand, um dos fundadores do site Outer Space, e que hoje é um dos responsáveis pelo desenvolvimento da plataforma em San Diego, nos Estados Unidos. Então pra começar, vai ser a primeira vez que o Brasil vai exportar um eletroeletrônico "Made in Brasil". O console tem joystick sensível a movimentos e recurso de transmissão de dados por redes 3G. O sistema do aparelho é baseado na plataforma Brew, desenvolvida pela companhia norte-americana de tecnologia celular Qualcomm, que tem participação na Zeebo.

"O Zeebo é um projeto global que envolveu empresas de sete diferentes países: Brasil, Estados Unidos, Argentina, China, Israel, Japão e França", afirmou em comunicado o presidente-executivo da Tectoy, Fernando Fischer.

Os vídeos apresentados, da parte gráfica do console mostram algo que eles dizem ser entre o PsOne e o PS2 (e se pararem pra pensar, estaríamos falando de um DreamCast nesse quesito). Para mim, a primeira vista me lembra o Nintendo 64, ainda mais depois de terem dito que o console não é capaz de renderizar cenas em CG. Esses consoles não tinham a interface da ZeeboNet já instalada, eram protótipos, então não deu pra ver como o UI se comporta.

De acordo com a Tec-Toy, os consoles da nova geração, são voltados para consumidores aficcionados por tecnologia, de países desenvolvidos, onde há alto poder aquisitivo, pouca pirataria e banda larga barata e muito disseminada. O Zeebo seria um primeiro console para o jogador não-hardcore. Um pouco estranha essa parte. Se fosse lançado hoje o console custaria R$600. Com esse valor daria pra se comprar um PS2 com nota fiscal e tudo. Além do que este último tem jogos sensacionais como God of War, Final Fantasy XII, Gran Turismo 4 e uma lista enorme. Outra coisa estranha é achar que só porque um sujeito não tem grana, ele vai se contentar com um videogame menos legal. Como a Tectoy mesmo disse, os grandes publishers (tipo EA, Capcom, Namco) pretendem desenvolver jogos para o Zeebo. Mas, por enquanto, somente ports foram apresentados, como Fifa 2008. Ports são adaptações. Ou seja, a qualidade gráfica apresentada nos vídeos tende a melhorar. Além do que o Zeebo promete ter jogos exclusivos. Li na entrevista Reinaldo Normand no site Game Vício que as softhouses internacionais perceberam que o Zeebo seria uma forma prática e economicamente viável de atingir um público ainda mal explorado pelos outros frabricantes de consoles. Isso é um grande ponto a favor, as empresas vêem o console não como um concorrente dos três gigantes (Sony, Microsoft e Nintendo), mas como uma alternativa para os bilhões de gamers dos países emergentes. Mas gostaria de saber sobre a facilidade de desenvolvimento para softhouses menores e coisas sobre o ferramental de desenvolvimento. A Tectoy está tralhando em ports e em jogos exclusivos desenvolvidos em seus estúdios internos. Acredito ser a primeira vez que um estúdio brasileiro trabalhe com tantas franquias de tantas produtoras diferentes. Mais uma coisa, a empresa está estudando para produzir jogos multiplayer online.

O Zeebo utiliza tecnologia BREW que até hoje é imune à pirataria. É provável que com essa tecnologia e pelo fato de os jogos serem distribuídos digitalmente, seja muito pouco provável que a pirataria vá nos atingir. Até mesmo porque a pirataria não vale a pena, já que os jogos custarão de R$ 10 a R$ 20.

Enfim, é um console cheio de prós e contras (muitos contras), mas se a TecToy estiver disposta a aprender com os próprios erros, poderá se dar bem no futuro. Há que se enaltecer a iniciativa da empresa e estarei torçendo pra que dê certo. Vai que no futuro, depois de pegarem uma "malícia", surge um Zeebo 2, bem mais avançado. É por aí que as coisas começam.

Site oficial do Zeebo

Outro vídeo sobre o Zeebo

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